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Alceu Valença em Campina: “Minha história é com a minha terra”

  • Foto do escritor: Lino
    Lino
  • 11 de jul. de 2024
  • 2 min de leitura

Atualizado: 26 de set. de 2025

Texto: Matheus Lino (@matheuslinocg) | Publicado também no Portal UOL.

Alceu se apresenta no SJ de Campina [Foto: Matheus Lino]


Alceu não é um artista qualquer. Após mais de 40 anos de carreira, é uma lenda viva no nordeste. Cantou com Jackson do Pandeiro, foi elogiado por Luiz Gonzaga e muitas das suas músicas transcenderam o tempo e se tornaram verdadeiros hinos dos festejos juninos. É quase impossível passar por um forró sem ouvir canções como “Coração bobo”, “Anunciação” e “Morena tropicana”.


Em Campina Grande, no dia 22, data que antecede o Dia da Fogueira, Alceu lotou o Parque do Povo. A chuva deu uma trégua e dezenas de milhares de pessoas em uma só voz mostraram a força e identidade do São João.


“O São João representa muita saudade que tenho das quadrilhas lá de São Bento [do Una, sua cidade natal]. É uma coisa ímpar do mundo a tradição do nosso São João. Não existe nada assim em canto nenhum do mundo. É muito diferente. E eu gosto de ser diferente. A minha história é com a minha terra, com a minha região. Respeitando os outros, mas… Viva São João!”, destacou Alceu.

Alceu não decepcionou. Com grandes clássicos do forró, viajou por toda história das festas juninas com canções de Gonzagão, Jackson do Pandeiro, bem como abusou do seu repertório. “A minha música tem relação com a tradição, apesar de eu ter remodelado ela. Eu modernizo a música de São João. Os arranjos, timbres… Eu tenho o aval de Gonzaga, quando disse que eu tinha uma ‘banda de pife elétrica’,” conclui.


O diretor de arte campinense, Victor Soares, destacou os elementos artísticos da apresentação. “É um show muito visual, com animações e ilustrações com referências ao movimento armorial. É um show muito robusto de conceito, de arte… é um espetáculo. Chega a dar um orgulho de tão bom. Alceu representa tanto o passado, quanto o futuro da música popular nordestina”.


Colados na grade, bem em frente ao palco, José Maria, de Campina Grande, e sua filha Eva Aguiar, 10 anos, não perdem um só show de Alceu que aconteça na cidade. Fã de carteirinha do artista pernambucano, Eva disse. “Eu gosto que tem muitas coisas bonitas. Cada música relaciona a uma coisa da nossa terra. Minha expectativa aqui era conhecer ele”. 


Nos minutos que antecediam o show, a pessoense Beatriz Campos contou que veio exclusivamente para ver o artista. “Eu to muito animada! Peguei uma vã, comprei camarote, tudo para ficar pertinho dele. Quero tirar muitas fotos e curtir muito. Eu amo Alceu Valença. Não tem chuva que vá atrapalhar".


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